Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

IRMÃO VOTA EM IRMÃO?

   O sistema idealizado por Deus para a nação de Israel era o governo teocrático. O Senhor era quem governava. O próprio Deus era o Rei da nação de Israel. O Senhor escolheria patriarcas, juízes e profetas e, através destes, manifestava a Sua Soberana Vontade e os Seus estatutos. Em Dt 17:14 lemos:”Quando entrares na terra que te dá o Senhor teu Deus e a possuíres, e nela habitares, e disseres: porei sobre mim um rei como têm todas as nações que estão ao redor de mim”; Em Dt 28:36 lemos: “O Senhor te levará a ti e a teu rei, que tiveres posto sobre ti”. Vemos claramente nesses versos que Moisés previu o dia em que Israel diria NÃO à teocracia. Essa profecia se cumpriu em I Samuel 8:5 aonde o povo chega a Samuel e pede um rei, um governante político à semelhança das outras nações. Deus considerou o pedido dos israelitas como se eles o tivessem rejeitado como seu rei (I Samuel 8:7). Os israelitas pediram um rei humano para que fossem como as demais nações, pondo assim, sua missão de povo de Deus em xeque. O Senhor permitiu que Israel tivesse um rei para ensinar-lhe que nenhum sistema de governo solucionará os problemas das nações, nem garantirá paz, felicidade e segurança. Somente no novo céu e na nova terra é que reinará a justiça, e a perfeita paz e felicidade será a porção de todos. Portanto, é estultícia espiritual dizer que precisamos de um governo teocrático para que os problemas do Brasil sejam resolvidos. Aliás, o que diz respeito a Israel como nação não pode ser aplicado à igreja atual. 
   Na atual dispensação, Israel como nação está desviada de Deus. O povo de Deus NÃO É UMA NAÇÃO, É A IGREJA, SÃO OS CRENTES ESPALHADOS POR TODO O MUNDO. Através da vinda de Jesus, estabeleceu-se uma nova dispensação e, conseqüentemente, uma nova visão com respeito à política: JESUS GOVERNA NA IGREJA E NÃO NOS REINOS POLÍTICOS! Em todo o Novo Testamento não vemos os apóstolos entrando em aliança com o sistema político partidário de suas cidades. Os crentes da igreja primitiva não eram pessoas frias e alienadas. Sem vínculo algum com a política da época, eles contagiaram os de fora somente exalando o perfume de Cristo e refletindo a Sua beleza. Precisamos imitá-los! Na época do apóstolo Pedro Nero era quem governava. Nero era um dos piores tiranos que a história já conheceu, ele mandou matar a própria mãe e a esposa. Os crentes da época, todavia, não foram convocados a participar de nenhum movimento político para destronar o cruel imperador, não vemos nenhum crente se engajando na política para instituir um governo melhor. Pedro exorta os crentes a perseverarem em tranqüila obediência, “suportando tristezas, sofrendo injustamente”, pois foram chamados para isso. O Império Romano estava corrompido politicamente, mas Cristo nunca mencionou esse fato. Jesus repreendeu os lideres religiosos por heresias e ofereceu o Evangelho aos pecadores. Nunca Jesus sugeriu que se reformasse a sociedade. A igreja existe para amar e servir a Deus e para levar as pessoas deste mundo para o céu, não existe para reformar politicamente a sociedade. Judas expondo-nos a corrupção dos últimos tempos, NÃO diz: ”É PRECISO SE ENGAJAR NA POLÍTICA PARA COMBATER A CORUPÇÃO”, mas orienta os crentes que se guardem no amor de Deus e que se dediquem a servir os outros (Judas 21-23). 
    O apóstolo Tiago reconhece as injustiças praticadas contra os pobres da época. Sua resposta a esta falta de piedade não sugere engajamento na política da época. Simplesmente Tiago lembra a proximidade da vinda do Senhor Jesus (Tiago 5:8). Paulo sofreu como “embaixador em cadeias”, porém nunca encontramos em suas epístolas Paulo incentivando participação política. Entre os crentes da igreja primitiva havia ousadia que desafiava as autoridades políticas e religiosas e isso não foi alcançado pelo engajamento na política, mas através da SANTIDADE E SUBMISSÃO AO ESPÍRITO SANTO! Não percamos a sublimidade do nosso ministério!
Ir. Marcos Pinheiro

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