Cinco Votos para Obter Poder Espiritual.

Primeiro - Trate Seriamente com o Pecado. Segundo - Não Seja Dono de Coisa Alguma. Terceiro - Nunca se Defenda. Quarto - Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém. Quinto - Nunca Aceite Qualquer Glória. A.W. Tozer

terça-feira, 25 de abril de 2017

Se você quiser ouvir Deus falar audivelmente, leia a Bíblia em voz alta.


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Sara Young escreveu um devocional que explodiu em milhões de cópias vendidas – “Jesus Calling”. 15 milhões de cópias vendidas. Se desdobrou em versão para crianças, aplicativo para celular...

Por que um sucesso tão grande? Porque o livro encontra o ponto nevrálgico de apelo a grande massa que se diz cristã: Centralidade no homem.

No caso do livro de Sara Young, cada devocional são apresentados como as palavras reais de Jesus... Ele falando palavras de esperança, encorajamento... diretamente ao leitor do devocional.

Ela diz: Eu escrevi a partir da perspectiva de Jesus falando, para ajudar os leitores a se sentirem mais pessoalmente conectados com Ele... do que como se sentem ao ler a Bíblia. Assim, a primeira pessoa do singular ( Eu, meu, minha...) sempre se refere a Jesus e “Você” sempre se refere a você, leitor.

Ela diz que os seus inscritos, não são inspirados, mas isso é só um pegadinha... quando ela descreve o processo de escrita, outra coisa surge.

Ela diz: “Em determinado momento eu me perguntei se poderia mudar meus tempos de oração de monólogo para diálogo. Eu escrevia diários de oração por vários anos, mas essa comunicação com Deus era uma comunicação unidirecional – eu falava tudo. Cada vez mais, eu queria OUVIR o que Deus poderia querer me comunicar em um determinado dia específico. EU DECIDI “OUVIR” com a caneta na mão, escrevendo TUDO o que eu “OUVI”  na minha MENTE”

É óbvio – como em todos os casos hoje, Young diz entender e distinguir o equilíbrio entre a revelação diretamente na mente dela e a sua imaginação. É algo – como sempre com tudo que acontece dentro de nós – puramente subjetivo. É Deus porque eu digo que é Deus. Os livros dela não têm nenhuma diferença da “profecia moderna” – Quando é dito para as pessoas acreditarem que aquilo é palavra de Deus, mas sem lhe atribuir a autoridade da Palavra de Deus.  Ou seja – é a palavra de Deus – Deus está dizendo... mas pode estar errado, pode ser falso... quando for... não ligue... a próxima pode estar certa.

A verdade, é que a obra de Sara Young é apenas uma explosão do que acontece hoje o tempo todo... para grande parte dos cristãos a verdade é: A Bíblia não é Suficiente.

Em uma versão anterior, não revisada de Jesus Calling, Sara Young expressa isso de forma claríssima.

“Eu sabia que Deus se comunicava comigo através da Bíblia, MAS eu ANSIAVA POR MAIS. Cada vez mais, eu queria ouvir o que Deus tinha a dizer-me PESSOALMENTE em um determinado dia”

Este desejo de ouvir “PESSOALMENTE” do Senhor – e não através das Escrituras -  não é nada novo para a igreja, mas pode estar desfrutando uma aceitação sem precedentes entre o povo de Deus. Agora se tornou comum ouvir frases do tipo: “O Senhor me disse” – “Deus me revelou” – “Ouvi Deus me dizendo ontem a noite...”

A verdade, é que Deus já disse tudo o que Ele pretendia dizer em Sua Palavra, e Ele deixa isso claro: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” -  Timóteo 3:16,17

A Bíblia não é uma obra incompleta e inacabada – temos toda a revelação que precisamos de Deus. Não há nada para a vida e santificação que não esteja nela: “Santifica-os na tua verdade; A TUA PALAVRA é a verdade.” João 17:17

Como disse Justin Peters: "Se você quer ouvir Deus falar, leia a Bíblia. Se você quiser ouvi-Lo falar audivelmente, leia em voz alta.”

É extremamente bizarro para mim esse desejo de receber mensagens pessoais de Deus – deve ser pessoas que esgotaram a Bíblia e descobriram, depois de esgotá-la, que não foi suficiente.

Você não precisa de “uma revelação pessoal e especial de Deus” – precisa é de se comprometer novamente com a suficiência e autoridade final das Escrituras. Se comprometer com tudo o que Deus já disse em Sua Palavra. Você já fez isso? Então descobriu sua insuficiência?

Veja o cuidado especial e ÚNICO que Deus tomou ao registrar e preservar milagrosamente a Sua Palavra. Pedro diz: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” - 2 Pedro 1:20,21. É por isso que a Palavra é inerrante, suficiente e final.

Livros como Jesus Calling, e qualquer pessoa que fala como Sara Young, trazem o grande perigo trágico de estimular milhões a querer ouvir Deus em sua mente, ou seja, além do escopo da Escritura. Acharem que precisam de notas adicionais de Deus à Bíblia.

Ao contrário da Reforma, mesmo que neguem, estimulam o oposto do Sola Scriptura. Elevam as experiências imaginárias a voz de Deus para as pessoas.  Todo o tipo de heresia satânica entrou na igreja assim.

O povo de Deus tem que acender todas as luzes de emergência quando qualquer pessoa assume falar por Deus sem estar com a Bíblia aberta olhando para o texto dentro do seu contexto. E precisamos ser um auxílio para os outros para se afastarem do desejo popular, natural e pecaminoso... já que depõe contra a suficiência das Escrituras... de revelação “especial”, e a voltarem de novo – 500 anos depois da Reforma, a Palavra de Deus, que é totalmente suficiente.

Lutero disse: A Palavra de Deus é um livro!

Uma das grandes redescobertas da Reforma — especialmente de Martinho Lutero – já que foi o primeiro — foi que a Palavra de Deus chega até nós na forma de um livro. Em outras palavras, Lutero compreendeu este fato poderoso: “Deus preserva a experiência da salvação e da santidade de geração para geração por meio de um livro de revelação, não por meio de um bispo em Roma e não pelos êxtases de Thomas Muenzer e os profetas de Zwickau. A Palavra de Deus chega até nós em um livro.” Essa redescoberta preparou Lutero e a Reforma. Ou seja, a Palavra salvadora, santificadora e autorizada de Deus vem a nós em um livro. As implicações dessa pequena observação são enormes.

Em 1539, comentando o Salmo 119, Lutero escreve: "Nesse salmo, Davi diz continuamente que irá falar, pensar, conversar, escutar, ler dia e noite e constantemente — porém, nada além da Palavra e dos Mandamentos de Deus. Pois Deus quer dar-lhe o seu Espírito somente pela Palavra externa". Esta frase é extremamente importante. A "Palavra externa" é o livro. Lutero afirma que o Espírito salvador, santificador, iluminador de Deus vem a nós diretamente pela "Palavra externa". Ele usa o termo "Palavra externa" para enfatizar que a Bíblia é objetiva, estável, externa a nós e, portanto, imutável. E um livro. Nem hierarquia eclesiástica ou êxtase fanático podem substituí-la ou dar-lhe forma. Ela é "externa" tal como Deus o é. Podemos aceitá-la ou deixá-la. Mas não podemos modificá-la. É um livro com letras e palavras e sentenças fixas.

Lutero disse com ressonante vigor em 1545, no ano anterior à sua morte: "Aquele que desejar ouvir Deus falar, que leia a Escritura Sagrada". Antes disso, nas suas exposições em Gênesis, ele havia dito: "O próprio Espírito Santo, e Deus, o Criador de todas as coisas, é o autor deste livro". Uma das implicações do fato de que a Palavra de Deus vem a nós em um livro é que o tema deste capítulo é "O pastor e seu estudo", não "O pastor e sua sessão espiritual" ou "O pastor e sua intuição" ou "O pastor e suas perspectivas religiosas múltiplas". Isso porque a Palavra de Deus vem a nós em um livro. A Palavra de Deus que salva e santifica, de geração para geração, está preservada em um livro.

Em 1520, ele disse: "Estejam certos de que somente o Espírito Santo do céu faz de alguém um doutor nas Escrituras Sagradas". Lutero tinha um grande amor pelo Espírito Santo. E sua exaltação da Bíblia como a "Palavra externa" não minimizou o Espírito. Ao contrário, elevou a grande dádiva do Espírito, que é a Bíblia, diante da cristandade. Em 1533, afirmou: "A Palavra de Deus é o objeto maior, mais necessário e mais importante na cristandade". Sem a "Palavra externa" não conseguiríamos distinguir um espírito do outro, e a personalidade objetiva do próprio Espírito Santo se perderia na obscuridade de expressões subjetivas. Apreciar o Livro fez com que Lutero entendesse que o Espírito Santo é uma Pessoa maravilhosa a ser conhecida e amada, e não um mero zumbido a ser sentido.

Lutero o coloca nestes termos:

“Os próprios apóstolos consideravam ser necessário traduzir o Novo Testamento ao grego e vinculá-lo àquela língua, sem dúvida para preservá-lo para nós, são e salvo, como em uma arca sagrada. Pois previam tudo o que era vindouro e o que hoje tem acontecido. Sabiam que, se fosse contido somente na cabeça das pessoas, surgiria na igreja uma turbulenta e terrível desordem e confusão, e diversas interpretações, concepções e doutrinas, as quais poderiam ser evitadas e das quais o homem simples poderia ser protegido somente se o Novo Testamento fosse mantido em linguagem escrita.”

O ministério do Espírito interno não opera contra o ministério da "Palavra externa". O Espírito não duplica aquilo para o que o livro foi designado. O Espírito glorifica a Palavra encarnada dos Evangelhos.

Grande parte do que é falado em nome de Deus em nossos dias hoje, se tornou um grande circo de horror. Muitas vezes nos sentimos sujos só de ouvir o que as pessoas falam a respeito de Deus. Como precisamos hoje da ênfase de Martinho Lutero na Palavra Externa.

Muitas doutrinas foram trazidas de volta ao lugar que sempre deveriam estar na Reforma – Justificação por Fé, a Soberania Divina... Mas aquilo do qual tudo isso dependeu foi essa ênfase de que a Palavra de Deus chega até nós através de um Livro. Como apenas a restauração dessa verdade faria cessar grande parte das heresias. Sem essa ênfase, como acontecia com a Hidra da mitologia grega que ao ter cortada a sua cabeça nascia duas, a cada heresia atacada outras duas nascem. O único remédio possível é a restauração dessa verdade fundamental – A Palavra de Deus é Externa e está em um Livro.

Em seus decretos eternos Deus resolveu perpetuar a experiência de Salvação através da Verdade fixa – não dentro de nós – mas externa a nós – Um Livro. Só esse Livro revela a verdade do coração de Deus. Se nossa geração tivesse em seu coração essa verdade que reformou a igreja um dia – então, e só então poderíamos ver de novo o brilho da luz que mudou o mundo no século XVI.

Lutero disse – Não através do Bispo de Roma, de êxtases, de profetas contemporâneos – NÃO! – A Palavra de Deus vem até nós através de um  Livro – isso preparou Lutero para a Reforma – e não há outro caminho a não ser esse – qualquer outro é um caminhar cambaleante de desvios para desvios, de heresia para heresia.

Um grande historiador disse: “O que é novo em Lutero é a noção da absoluta obediência as Escrituras contra quaisquer autoridade” – O que era novo e que há muito foi abandonado – é que o Livro estava infinitamente acima do homem que dissesse  ter a mais íntima relação com Deus. As mais profundas experiências de êxtases não eram nada e nem dignas de serem mencionadas diante do Livro. Na verdade, eram pecaminosas.

As implicações disso são enormes e por isso elas abalaram a história da igreja. E se nossa geração há de sofrer um impacto real, terá que ser por essas mesmas implicações. Acontecerá hoje? Não sei. Afinal de contas, podemos dizer de maneira geral que a igreja ficou por quase mil e quinhentos anos com esses mestres do horror impondo algo subjetivo e falso sobre Deus. Ah! Mais eu oro, e como oro para que vejamos isso. Sempre houve remanescentes antes da Reforma – Deus sempre tem os seus – hoje também é assim, mas uma verdadeira Reforma, sobre isso oramos e esperamos.

Deixe eu repetir o que Lutero disse em 1539 sobre o Salmo 119 – O maior capítulo da Bíblia – uma declaração de amor inigualável a Palavra Escrita de Deus : “neste Salmo Davi diz continuamente que irá falar, pensar, conversar, escutar, ler dia e noite e constantemente, nada além da Palavra e dos Mandamentos de Deus, pois Deus quer dar-lhe seu Espírito somente pela Palavra Externa” – O Espírito Santo vem a nós e nos fala diretamente pela Palavra de Deus, pela revelação de Deus através da Bíblia.

Lutero está dizendo que é fundamental você ver a Palavra de Deus como algo externo, fora do homem, objetiva e não subjetiva. Só sendo externa ela é objetiva e estável. Ele está fora de nós não podendo ser manipulado por nossos sentimentos, percepções... Muitas pessoas tem grandes dificuldades com Doutrinas claras porque tão somente se aproximam delas emocionalmente e não objetivamente. É por isso que a Palavra é Externa. O homem tão somente tem que ir a essa palavra humildemente e se alimentar com a Verdade absoluta que flui dela. Ou seja, se alimentar da mente de Deus e não de algo subjetivo em si mesmo, em sua mente. Ela é externa – não pode ser influenciada por nossos sentimentos, percepções, ou nossa suposta espiritualidade – é imutável – É um Livro selado. Não a igreja, nem os homens que se denominam grandes, ou nossos êxtases particulares, sentimentos, percepções... Não! A Palavra é externa a nós. Como Deus está acima da sua criação (da qual fazemos parte). Não é dentro que buscamos a Verdade – mas fora – num Livro – e por ele o Espírito nos liberta. 

                                                                                         Sola Scriptura!!!

***

Por: Josemar Bessa 

Fonte: Site do autor 


Um Mórmon, um Testemunha de Jeová, e um Judeu entraram num culto evangélico

 
…e saíram concordando com o que foi pregado. Como isso foi possível?
Foi possível porque aconteceu naquele culto o que acontece todo domingo em milhares de igrejas ao redor do Brasil: o pregador trouxe um sermão sobre assuntos bíblicos – mas não anunciou o Evangelho. Foi falado a respeito da santidade, da oração, da perseverança. Mas é o Evangelho que quebranta o coração.
Veja só: A maioria das seitas ou religiões vão enfatizar um tipo de santidade. Praticamente todas vão condenar o pecado de alguma forma. Logo, se sua pregação se resume em falar mal do pecado e/ou falar bem de uma vida santa – SEM falar da divindade e morte e ressurreição de Cristo – saiba que qualquer Mórmon, Testemunha de Jeová ou Budista concordaria com suas palavras. Todos eles concordam que Jesus foi um grande homem e deve ser imitado.
Mas a missão da Igreja é única: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho.” De todas as religiões do mundo, somente o Cristianismo anuncia as Boas Novas do Evangelho.
E elas não são complicadas: Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus, tomou forma de homem, viveu a perfeita obediência, e morreu na cruz castigado pelos nossos pecados. Mas não permaneceu morto – ressuscitou ao 3° dia, vitorioso sobre a morte e provando que, sendo Deus, tem poder para perdoar os pecados e dar vida eterna a todos que se arrependem dos seus pecados e creiam nele.
É esta a mensagem que as seitas não aceitam. Seja a divindade de Cristo, a suficiência da cruz, ou a salvação pela graça – em algum momento o orgulho humano se sente ferido pelo Evangelho.
É claro que a igreja tem muito a ensinar sobre outros tópicos: a vida familiar, a pureza sexual, como ser bons mordomos de tudo que o Criador confiou a nós, etc. Porém, qualquer assunto abordado nas Escrituras é ligado, de uma forma ou outra, às Boas Novas do Evangelho.
PRINCÍPIOS BÍBLICOS NÃO BASTAM?
Infelizmente, o que tem acontecido é confundir a pregação do Evangelho com o ensino de princípios bíblicos.
Estudos sobre dizimo, batismo ou namoro são necessários e importantes. Nós cristãos precisamos de ensino que abranja todos os assuntos abordados pelas Escrituras. Paulo escreveu a Timóteo que toda a Escritura é proveitosa para ensinar. Isso é fato.
Mas entenda: falar sobre algum assunto que se encontre na Bíblia não é necessariamente pregar o Evangelho.
Por exemplo: imagine se o apostolo Paulo tivesse escrito somente a frase “Maridos, amai vossas mulheres” e não “Maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja” e nem ainda os primeiros dois capítulos de Efésios que provam o quanto Jesus amou sua igreja. O princípio ainda estaria valendo? Sim. Mas a maioria das religiões e seitas do mundo vão afirmar que o marido deve amar sua esposa de alguma forma ou outra. O que diferencia então a vida “cristã” das demais? Sem o Evangelho, uma exortação a uma vida santa se torna mero moralismo.
Por isso, nas Escrituras, toda exortação à santidade se encontra saturada pelo Evangelho. Nossa chamada à obediência sempre tem uma ligação direta à obediência perfeita do Deus-homem que deu a Sua vida para que as nossas desobediências fossem perdoadas. É inaceitável falar de uma obediência sem considerar a outra. Vivemos de forma diferente justamente porque a obra de Cristo na cruz fez uma transformação nas nossas vidas.
UM CLAMOR PELO EVANGELHO
Quantas vezes tratamos o Evangelho como sendo aquilo que o ímpio precisa ouvir — mas não o cristão! Que arrogância! Como se a morte e ressurreição do Filho de Deus tivesse pouco a oferecer àquele que já está remido.
Pastor / Líder de Jovens / Líder de Pequeno Grupo / Pregadores: mostra-nos Cristo! Fale do Evangelho. Fale das implicações do Evangelho também e nos exorte a uma vida de obediência – mas não perca vista do Evangelho em si. Não desça do púlpito sem lembrar o povo de Deus que Jesus Cristo é o foco, fundamento e eterna fonte da sua fé.
Pelo amor de Deus – pregue o Evangelho!
***
Por: Daniel Gardner
Fonte: Site do autor 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

É PROIBIDO JULGAR?


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Ainda recentemente participei de uma discussão no Facebook com vários de meus amigos onde uma moça aborreceu-se com alguns comentários feitos a um terceiro (não por mim, garanto!) e retirou-se zangada, dizendo que Jesus havia ensinado que não se devia julgar os outros.

Eu sei que existem situações em que julgar é realmente errado, mas aquela não era uma destas situações. A pessoa que estava sendo "julgada" tinha feito declarações e expressado suas opiniões e os outros simplesmente estavam avaliando e rejeitando as mesmas. A atitude da mocinha, que ficou sentida, ofendida e magoada, é infelizmente comum demais no meio evangélico moderno, onde as pessoas usam as famosas palavras de Jesus de maneira errada como argumento em favor de que devemos aceitar tudo o que os outros dizem e fazem, sem pronunciarmos qualquer juízo de valor que seja contrário.

Mas, foi isto mesmo que Jesus ensinou? A passagem toda vai assim:

"Não julgueis, para que não sejais julgados. 
Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.
Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão.
Não deis o que é santo aos cães Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem." (Mateus 7:1-6)

Alguns pontos ficam claros da passagem.

1) O que Jesus está proibindo é o julgamento hipócrita, que consiste em vermos os defeitos dos outros sem olharmos os nossos. O Senhor determina que primeiro nos examinemos e nos submetamos humildemente ao mesmo crivo que queremos usar para medir e avaliar o procedimento e as palavras dos outros. E que, então, removamos a trave do nosso olho,  isto é, que emendemos nossos caminhos e reformemos nossa conduta.

2) Em seguida, uma vez que enxerguemos com clareza, o próprio Senhor determina que tiremos o argueiro do olho do nosso irmão. O que ele quer evitar é que alguém quase cego com um tronco de árvore no olho tente tirar um cisco no olho de outro. Mas, uma vez que estejamos enxergando claramente, após termos removido o entrave da nossa compreensão e percepção, devemos proceder à remoção do cisco do olho de outrem.

3) Jesus faz ainda uma outra determinação no versículo final da passagem (verso 6) que só pode ser obedecida se de fato julgarmos. Pois, como poderemos evitar dar  nossas coisas preciosas aos cães e aos porcos sem primeiro chegarmos a uma conclusão sobre quem se enquadra nesta categoria? Visto que é evidente que Jesus se refere a pessoas que se comportam como porcos e cães, que não vêem qualquer valor no que temos de mais precioso, que são as coisas de Deus. Para que eu evite profanar as coisas de Deus preciso avaliar, analisar, examinar e decidir - ou seja, julgar - a vida, o comportamento e as declarações das pessoas ao meu redor.

Fica claro, então, que o Senhor nunca proibiu que julgássemos os outros, e sim que o fizéssemos de maneira hipócrita, maldosa e arrogante. Julgar faz parte essencial da vida cristã. Somos diariamente chamados a exercer o papel de juízes movidos por amor pelas pessoas e zelo pelas coisas de Deus. 

Quem nunca julga contribui para que o erro se propague, para que as pessoas continuem no erro. São pessoas sem convicções. Elas se tornam coniventes e cúmplices das mentiras, heresias e atos imorais e anti-éticos dos que estão ao seu redor. Paulo disse a Timóteo, "A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro" (1Tim 5:22). Não consigo imaginar de que maneira Timóteo poderia cumprir tal orientação sem exercer julgamento sobre outros.

Em resumo, julgar não é errado, cumpridas estas condições: a) que primeiro nos examinemos; b) que nos coloquemos sob o mesmo juízo e estejamos prontos para admitirmos que nós mesmos estamos sujeitos a errar, pecar e dizer bobagem; c) que nosso alvo seja ajudar os outros a acertar e consertar o que porventura fizeram ou disseram.

***

Autor: Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Fonte: Perguntar Não Ofende (Blog do autor) 


Suicídio: um velho novo capítulo

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Por Maurício Montagnero

Nessa última semana eu assisti uma série no NetFlix chamada 13 Reasons Why. Não só eu, mas muitas pessoas a tem assistido, especialmente os adolescentes. Essa série é uma espada de dois gumes, pois pode prevenir alguém do suicídio o mostrando o quão desnecessário é, ou pode incentivar a isso. Dependerá muito do estado existencial e de maturidade que o indivíduo, especialmente o adolescente, estará no momento ao assisti-la. Mas afinal, do que se trata? Segue a sinopse: 

“A série gira em torno de Clay Jensen, um estudante tímido do ensino médio, que encontra uma caixa na porta de sua casa. Ao abri-la, ele descobre que a caixa contém sete fitas cassete gravadas pela falecida Hannah Baker, sua colega que cometeu suicídio recentemente. Inicialmente, as fitas foram enviadas para um colega, com instruções para passá-las de um estudante para outro. Nas fitas, Hannah explica para treze pessoas como eles desempenharam um papel na sua morte, apresentando treze motivos que explicam porque ela se matou. Hannah deu uma cópia das fitas para Tony, um de seus colegas da escola, que avisa para as pessoas que, se elas não passarem as fitas, as cópias vazarão para todo mundo, o que poderia levar ao constrangimento público e vergonha de algumas pessoas, enquanto outros poderiam ser ridicularizados ou presos”.

Para quem assisti esta série, especialmente aos adolescentes que sentem predisposição para o suicídio, é importantíssimo que veja o quarto trailer que está anexo com ela – além dos porquês –, onde há um bate-papo entre o elenco e profissionais da saúde falando sobre o tema e a série. Além de visitar o próprio site deles para buscar ajuda (tem os telefones para as regiões) e conhecer mais sobre: http://www.13reasonswhy.info/#bra.

Infelizmente, na mesma época em que a série está em alta, apareceu uma “brincadeira” ou “desafio” nas redes sociais, a saber: Baleia Azul. Essa brincadeira que começou na Rússia em 2015, já faz sucesso no Brasil em 2017. A mensagem deste jogo está baseada em 50 desafios, dentre eles há: o de desenhar uma baleia no papel e depois no braço, fazer cortes no corpo, ver filmes de terror e assim por diante; mas o último desafio (quinquagésimo) é o SUICÍDIO. E sim, já existem histórias de adolescentes que comentem tal barbárie. Sem vacilar eu creio que esses adolescentes passam por um perturbado momento existencial ou de maturidade, logo, são facilmente influenciados ou conquistados pela brincadeira. Em contraponto, há algumas manifestações nas redes sociais que ocorrem e dentre elas eu deixo como recomendação:

Por favor, ao menos três dos meus amigos do Facebook, poderiam copiar e colar essa informação? Linha de prevenção ao suicídio: 0800-273-8255 #NaoABaleiaAzul.

Ou ainda pesquisar e aplicar o desafio da baleia rosa que é uma resistência ao da baleia azul, propondo 50 desafios saudáveis para a pessoa.

PROBLEMA X SOLUÇÃO:

Com essas duas citações acima nós vemos de uma maneira inusitada um velho inimigo existencial, male da alma ou conflito da vida, voltar com tudo – se um dia deixou de ser tão ativo. Existem já várias estatísticas sobre o tema, várias conclusões em cima dele, vários motivos articulados do porque ocorre tal e assim por diante. O problema é visível, infelizmente. Porém, qual a solução para ele?

Já foram passadas três fontes que buscam ajudar a resolver o problema para que as pessoas não cometam o suicido. Vários estudos bíblicos já existem para tratar do tema. Contudo, aqui nesse espaço, quero destacar um principio que se completa em três partes que tenho por certeza que soluciona definitivamente este problema, ou os problemas que originam o tal. Esse princípio se encontra no verso, o qual eu tenho como meu favorito, que Paulo escreveu para uma igreja localizada na Europa, muitos séculos atrás, na cidade de Filipos: Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos (Fl 3.10a).

Mas porque um princípio que se completa em três partes? Bem, o princípio eu vou chamá-lo de Intimidade com Cristo, é este que vemos no versículo. Em três partes, pois este verso só tem um artigo definido – no grego –, portanto, sugere que todas as ideias serão expressas em uma só. É uma completude! Exemplificando, podemos dizer que é um tipo de trilogia – termos usado em artes gerais que diz que uma arte quando é dividida em três obras e, só poderá ser compreendida quando essas três forem vistas. O princípio visto só pode ser compreendido quando as três partes forem conhecidas, compreendidas e vividas. Destarte, só conheço a Cristo se conhecer o poder de ressureição e a participação nos sofrimentos dEle. Vamos entender cada uma dessas partes:

1. Quero conhecer a Cristo: Essa palavra conhecer que já se encontra no verso 8 como conhecimento é de uma raiz que não fala sobre conhecimento teórico ou racional, mas, sim, de um conhecimento adquirido pela experiência, de relacionamento. Neste caso o texto afirma um relacionamento pessoal com a pessoa de Cristo, de intimidade como dois amigos que se conhecem profundamente depois da amizade ter se firmado e permanecido. Augusto Cury, o escritor, era ateu e acabou crendo em Jesus depois que se dedicou aos estudos dos evangelhos para examinar quem era Jesus e escrever sobre Ele. Interessante que um ateu se converte quando conheceu Jesus de Nazaré, revelado nos evangelhos. Melhor forma de conhecer a Cristo é lendo sobre Ele, mas, também, O buscando em oração e na tentativa de ser semelhante a Ele no dia após dia.

Mas o que isso tem haver com o tema? Paulo quando expressa esse desejo na carta que escreveu a igreja de Filipos, ele escreve em um tempo de “crise” na sua vida. Paulo estava preso, provavelmente em Roma, e com a grande possibilidade de ser condenado a morte. Contudo, nesse momento da sua vida de pressão e dificuldade o que ele quer é ser intimo da pessoa de Cristo. Da mesma maneira você, lendo esse artigo, talvez esteja passando por algum conflito interno ou externo, alguma tempestade em sua vida, saiba que não é a automutilação ou o suicídio que trará a solução, no entanto, será o se aproximar de Jesus, conhecê-lo, ser intimo dEle. Para isso é bom vermos as outras duas partes que completarão esse princípio.

Obs.: A bíblia fala de vários homens de Deus que desejaram a morte ou amaldiçoaram o momento que nasceram, porém Deus concedeu as providências que necessitavam e suas histórias foram transformadas (Moisés – Nm 11.10 – 15; Elias – 1Rs 19; Jó – Jó 3). Todos esses tiveram um principio igual, que foi: Conhecer intimamente ao Senhor!

2. O poder da Sua ressurreição: Aqui Paulo, no original grego, coloca um pronome pessoal genitivo que se refere a Cristo – o da sua ressurreição –, transmitindo o sentido acerca dos efeitos que essa ressurreição traz, e, também, a qualifica e a defini. A ressurreição de Cristo é causa de sermos cotidianamente regenerados e salvos, além de nos produzir esperança (Jo 16.7 – 9; Rm 4.25; 1Co 15.13 – 17; 42 – 44; Hb 4.14 – 16); 1Jo 2.1). Os textos citados nos indicam que pela ressurreição o Espírito Santo foi enviado para nos convencer e conduzir a obra da salvação e do livramento; que fomos justificados; que a nossa fé seria útil e levaria a esperança; que temos um Sumo Sacerdote e Advogado que intercede por nós para sermos restaurados sempre – alguns entendem que o poder da ressurreição seria o fato da própria ressurreição final, mas não é, a ressurreição final se refere o verso 11, logo, a ressurreição deste versículo (com o conhecer a Cristo e a participação dos seus sofrimentos) serve para nos levar a ressurreição final. Então, o de fato é de se tornar nova criatura (Rm 6.4; Ef 2.5; Cl 2.12), porém não se limita a tal, mas, também, ao renovar constantes da vida da pessoa (Rm 8.11; Cl 3.1), pois Paulo que já era salvo nEle ainda desejava o prosseguimento deste conhecimento. Tal definição é admitida conforme segue um dos sentidos de ressurreição (anastaseos) no original – ser sarado e ter seu altar. 

Então, amado leitor, se a situação está difícil e a desesperança se faz presente em sua vida o levando a desejar a morte, eu digo a você: conheça o poder da ressurreição, pois essa lhe possibilitará dia após dia ser renascido, começar de novo, dar novo sentido em cada amanhecer – RENOVAR! Como Leonardo Gonçalves canta em sua música (Ele Vive): E hoje sou livre, pois Ele vive… E eu sou livre, eu sou livre enfim, de mim… Da água renasci e faz sentido servir Alguém melhor que eu… Todo dia de manhã quero renascer…

3. A participação em Seus sofrimentos: Interessante destacar essa palavra sofrimento. Os jovens que se cortam/se mutilam têm buscado evidenciar um sofrimento interno, um tipo de comunicação que não é verbal. E assim, consequentemente, participa de algum sofrimento proposto (pela baleia azul).

Em contraste com isso podemos participar dos sofrimentos de Cristo. Isso não se refere a mutilação, a penitências físicas ou a estigmas. Refere-se à renúncia diária, as aflições externas constantes por causa do evangelho (que traz a paz interna), como também a possível perseguição. Isso é visível quando o apóstolo escreve, pois estava preso, além da verdade que ele deixa no capítulo 4.11 e 12, como também outros textos: 1Co 9.1 – 15; 2Co 11.25 – 27. Aqui vale deixar para a reflexão: Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês (Mt 5.11). Essa palavra participação refere-se e se unir, associar-se com os sofrimentos de Cristo, de renúncia e consequências de tais, já que uma vez estamos unidos ao seu corpo. Acompanha a essa palavra o artigo “tw/n/ton” que é um dativo que transmite o sentido de proveito/dano recaído, ou seja, tal participação é um dano, a principio, que recai sobre quem deseja isso, porém é um proveito para quem vive tal.

Contudo, vale constar, que a participação deste sofrimento traz paz e satisfação ao coração de quem participa. Não é cruel! Não gera desesperança! É maravilhoso! Traz paz!

Jesus certa vez disse: Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve – (Mt 11.28 – 30).

FINALIZANDO

Existe um vazio em nosso coração que só pode ser preenchido pela cruz de Cristo, através da compreensão dela. Há uma falta de sentido em nossa vida que só pode ser satisfeita quando Ele se torna o centro de nossas vidas. É como um jogo de quebra cabeça que só terá sentido quando todas as peças estiveram definidamente em seus devidos lugares. Para muitos, Jesus é a peça que falta para trazer sentido a esse jogo chamado vida!

“Dá-me Jesus, Ele é tudo que preciso para continuar!”

(Gregório Mcnutt).

“Não há um único centímetro quadrado, em todos os domínios de nossa existência, sobre os quais Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: ‘É meu!’”

(Abraham Kuyper)

Fonte: NAPEC

Via: Ministério Bereia 



quinta-feira, 20 de abril de 2017

Salvação: Como Ter Certeza Absoluta?

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Algum tempo atrás, em um vôo para Oregon, eu me sentei ao lado de uma mulher que perguntou onde eu estava indo. "Sisters, Oregon", eu respondi. "Você sabe onde é?"

Assegurando-me de que ela sabia, a mulher perguntou: "O que você tem para fazer lá?"

Depois que eu disse que eu estava escrevendo um livro sobre como podemos ter certeza de que vamos para o céu, maravilhada ela perguntou: "Você quer dizer que pode se ter certeza que está indo para o céu?"

Quando percebi que Deus tinha aberto uma porta para mim partilhar com ela sobre Cristo, enfatizei que com certeza podemos saber nosso destino eterno, dizendo: "Nós podemos correr o risco de estarmos errados sobre irmos para Sisters, Oregon, mas não sobre estarmos indo para o céu".

Como podemos ter certeza? A verdade é, que podemos ter certeza sobre onde passaremos a eternidade. Nós podemos saber com convicção que quando morrermos vamos para o céu.

Mas como podemos ter certeza? Muitas pessoas lutam com a certeza da sua salvação, especialmente os novos convertidos.

Como podemos saber qual é a nossa posição diante de Deus? A Bíblia ensina que a certeza da salvação repousa firmemente sobre quatro pilares inabaláveis:

1º Pilar: Deus Não Pode Mentir

Primeiro, a segurança é baseada na confiabilidade absoluta das Escrituras. Por todo o Novo Testamento, lemos as promessas de Deus de salvar todos os que crerem em Seu Filho. A Bíblia diz: "porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" - Rm 10:13. Esta é uma promessa! Todos os que confiaram suas vidas a Jesus Cristo podem ter a firme certeza da salvação baseada na infalibilidade da Palavra de Deus.

Jesus disse: "Todo o que o Pai me der virá a Mim, e quem vier a Mim Eu jamais rejeitarei" - Jo 6:37. Se você vir a Jesus com genuíno arrependimento e fé, Ele promete que Ele te salvará. Podemos saber que Jesus nos recebeu simplesmente porque Ele disse isso! Quando a Bíblia fala, Deus fala. E o que Deus disse, Ele certamente irá cumprir. Ele salvará todos os que invocam Jesus Cristo. Você tem a Palavra Dele.

2º Pilar: Jesus Pagou por Tudo

Segundo, a segurança repousa sobre a obra consumada de Jesus Cristo. Quando Jesus morreu na cruz, Ele carregou as nossas iniqüidades, suportando a ira de Deus, e clamou: "Está consumado!" - Jo 19:30. Com isso, Ele quis dizer que a expiação completa por todos os pecados do passado, presente e futuro está concluída.

Com a Sua obra de redenção já completa, toda a nossa dívida do pecado está integralmente paga.

Assim como a salvação vem por acreditar em Cristo somente, o mesmo acontece com a segurança. Assim como confiamos no sacrifício perfeito de Cristo pelos nossos pecados, a certeza da vida eterna inunda nossos corações. Não importa o quão grande é o seu pecado, a graça de Deus é ainda maior. A Bíblia diz: "Venham, vamos refletir juntos [...] Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão" - Is 1:18.

3º Pilar: O Grande Convencedor

Terceiro, a segurança vem através do testemunho interior do Espírito Santo. A segurança, que é uma dádiva divinamente produzida, é concedida pelo Espírito de Deus a todos os verdadeiros crentes. É o ministério do Espírito Santo convencer nossos corações sobre nossa salvação. Na realidade, nenhum pregador, evangelista, pai ou amigo pode nos dar esta segurança. Nem podemos construí-la dentro de nós mesmos. Apenas o próprio Espírito Santo pode nos dar a certeza absoluta da nossa salvação eterna.

A Bíblia diz: "Sabemos por isso que Ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu" - 1Jo 3:24 - "Nisto conhecemos que permanecemos n'Ele, e Ele em nós, porque Ele nos deu de Seu Espírito" - 1Jo 4:13 - "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" - Rm 8:16. Isto significa que o Espírito Santo que nos convenceu do pecado, nos chamou e converteu, também nos convence de que pertencemos a Cristo. É o testemunho interior do Espírito que nos convence da autenticidade da nossa salvação.

4º Pilar:  Nova Vida em Cristo

Quarto, a segurança vem através da evidência de uma vida transformada. Em última análise, a segurança é confirmada dentro de nós assim que vemos Deus conformando-nos à imagem de Jesus Cristo. Todos os que nasceram de novo verão claras evidências de uma nova vida em Cristo. Embora  nós nunca sejamos perfeitos nesta vida, nós vamos, no entanto, experimentar uma vida transformada. É essa transformação interior que nos fornece uma firme confirmação da nossa salvação.

A carta de primeira João detalha quais são os sinais vitais de nossa nova vida em Cristo. O apóstolo João escreveu: "Sabemos que O conhecemos, se obedecemos aos Seus mandamentos” - 1Jo 2:3. Em outras palavras, podemos estar certos de que conhecemos Cristo assim que vemos dentro de nós uma desejosa e pronta obediência para com a Palavra de Deus. Da mesma forma, João escreve que outros sinais vitais se seguirão: amor por outras pessoas - v.1Jo 2:9-11 - amor a Deus - v. 1Jo 2:12-14 - rejeição ao mundo - v. 1Jo 2:15-17 - compreensão da verdade bíblica - v. 1Jo 2:20-27 - comportamento justo - v. 1Jo 3:4-6 - oposição do mundo - v. 1Jo 3:13 - e a oração respondida - v. 1Jo 3:22-24. Assim que vermos este fruto espiritual sendo produzido em nossas vidas, podemos estar confiantes de que Cristo vive em nós.

A completa segurança da salvação. Aqui estão quatro pilares firmes nos quais a segurança da nossa salvação repousa. Dando-nos a “completa certeza da esperança” - Hb 6:11 - com respeito ao nosso relacionamento pessoal com Jesus Cristo, esses pilares proporcionam uma inábalavel convicção da vida eterna.

Assim como partilhei com a mulher no avião, nós podemos estar errados com respeito as direções terrenas, mas não sobre nosso destino eterno. Nós devemos ter certeza da nossa salvação. A certeza da salvação é um abençoado dom de Deus para todo aquele que crê: "Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna" - 1Jo 5:13.

Tenha certeza absoluta!

***

Por: Steven J. Lawson
Tradução de Lidi Cecilio

Fonte: Veritas 


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